Como Falar com As Famílias Globais de Hoje
Em todo o mundo, as famílias estão mudando e evoluindo. Elas estão se auto definindo de novas maneiras, promovendo a independência das crianças, valorizando bastante o tempo que passam juntas, e buscando experiências que todos possam desfrutar.
Baseado no nosso estudo mais recente, aqui estão algumas formas que os profissionais de marketing e criadores de conteúdo podem se comunicar com as famílias com a autenticidade que elas desejam:
Converse com a família e crie experiências que a família inteira possa desfrutar.
Para as crianças de hoje, a família é o seu alicerce. Globalmente, crianças de 6 a 11 anos consideram passar um tempo com a família sua principal fonte de felicidade. Na verdade, 6 em cada 10 disseram que seus melhores amigos são alguém da família.
E para os pais, passar um tempo com seus filhos tem o dobro de importância emocional do que passar um tempo com seus amigos. Eles querem passar mais tempo com seus filhos – e dão mais valor às experiências que reforçam os laços de famílias do que aos itens materiais. As famílias estão conscientemente e deliberadamente buscando momentos de proximidade e intimidade para escapar do estresse do mundo real.
Ajude os pais a preparar seus filhos para o mundo – e não subestime a influência das crianças.
Com o ritmo rápido das mudanças do mundo de hoje, os pais estão menos propensos a proteger seus filhos de uma potencial negatividade. Três quartos (74%) acreditam que as crianças deveriam aprender com suas próprias experiências. Eles estão permitindo que seus filhos brinquem com objetos de “gente grande”, atribuindo tarefas e aceitando perigos razoáveis (como deixar seus filhos cortar alimentos com facas afiadas). Apesar da educação formal continuar sendo importante, habilidades para a vida substituíram o desempenho acadêmico como prioridade emocional dominante dos pais. Globalmente, 72% dos pais sentem que aprender através de brincadeiras é mais importante do que o aprendizado formal.
Com os pais sendo mais liberais, três quartos (76%) das crianças globais de autodescrevem como “independentes”. Ser independente faz com que elas se sintam úteis, valorizadas, confiáveis e orgulhosas. As crianças sabem que o fracasso é parte do aprendizado e estão confortáveis com isso, com 85% acreditando que é melhor tentar coisas e cometer erros do que nunca tentar.
Na vida cotidiana das crianças, rotinas estruturadas e programadas se sobressaem conforme elas realizam atividades que as ajudam a crescer. Quase 9 em cada 10 (88%) dizem que usam seu tempo livre para desenvolver novas habilidades. Elas consideram um privilégio sua participação nestas atividades – uma oportunidade de ampliar seus horizontes, desenvolver suas personalidades, construir independência, e melhorar suas habilidades.
Também é importante ter em mente que as crianças têm muito poder dentro dos seus lares. Elas desempenham um papel chave no processo de tomada de decisão e têm voz quando se trata de assuntos de família. Sete em cada dez pais (70%) nos disseram que eles sempre escutam as opiniões de seus filhos antes de tomar uma decisão que irá afetá-los.
Represente a diversidade e a autenticidade das famílias de hoje em dia.
As famílias modernas possuem todas as formas e tamanhos – multirraciais, do mesmo sexo, multigeracionais, pais ou mães solteiros, (quase) tradicionais. Conforme os tipos variam e evoluem, as formas como as crianças definem famílias também está mudando. A palavra “pai” não precisa mais significar “pai” ou “mãe”; pode se referir a qualquer adulto que as crianças confiem e que cuidem deles frequentemente. Além disso, a definição de “família” se expandiu para incluir todos os habitantes da casa. Os animais de estimação são tratados como membros da família e confidentes, desempenhando um papel importante em consolar as crianças quando elas estão tristes, energizando-as após um dia longo na escola, oferecendo um ouvido amigo para seus segredos, e simplesmente fazendo-as rir.
Ao redor do mundo, as pessoas estão dando um valor muito grande para a autenticidade. Em vez de apresentar uma versão idealizada da família como era feito no passado, existe um desejo de ver estas famílias de uma forma que elas possam se identificar e que reflita as formas mais amplas como as pessoas definem “família” hoje em dia.